Por que os vasos vietnamitas são tão especiais?

Por que os vasos vietnamitas são tão especiais?

Os vasos são peças fundamentais na decoração interna e externa desde os tempos mais remotos. Estudos de arqueologia e história revelam que vasos foram peças fundamentais para determinar o estilo de vida de sociedades, como a grega, romana e egípcia.

Diferentemente dos povos antigos, hoje temos acesso aos mais variados artigos de qualquer parte do planeta, e não é diferente com os vasos. A grande estrela do momento é o famoso vaso vietnamita. De grande beleza e sofisticação, os Vasos Vietnamitas são únicos em textura e cor, além de extremamente resistentes.

O segredo por traz dessas encantadoras tonalidades está no processo de fabricação, e sua qualidade se deve à argila utilizada, encontrada na região do Vietnã, com uma composição química muito rica em “mica”, estes vasos tem uma maior resistência do que os fabricados com a argila vermelha, rica em ferro, que é encontrada normalmente em outras partes do mundo.

No processo vietnamita de fabricação, adiciona-se à argila ao “chamote”, um refratário que aumenta a resistência da cerâmica durante a fornada. Enquanto a cerâmica vermelha não ultrapassa os 1100° antes da fundição, essa mistura chega à temperatura de 1300°, durante 3 dias de fabricação. Como são feitos em moldes e não em tornos, as peças recebem camadas mais grossas de argila no interior dos moldes, dando a estes vasos quase o dobro da espessura dos fabricados em outros países.

Usando o clima seco e quente do sul do Vietnã a seu favor, o processo de cura da cerâmica ocorre entre 60 e 90 dias, a céu aberto ou em estufas. Os vasos fabricados em outros países utilizam fornos a gás ou elétricos, na maioria dos casos. Isso aliado à umidade da cerâmica nestes processos, resulta numa menor resistência de seus vasos.

Outro diferencial importante desses vasos é a cor. O resultado de efeito manchado obtido no processo de pintura se deve à sua pintura elaborada a partir da utilização de esmaltes a base de resina, e não esmaltes ou tintas comuns utilizadas em produtos cerâmicos. Ao misturar esta resina ao pó de vidro ou sílica (areia), e a outros pigmentos químicos tais como cádmio, cobalto, zinco, chumbo, cromo, entre outros, e elava-los a altas temperaturas, consegue-se uma coloração única de cada vaso, sendo que as manchas, dégradé e tons diferentes no mesmo vaso, são determinados por fatores imprevisíveis tais como, a variação da temperatura interna dos fornos a lenha, causando maior ou menor reação dos pigmentos químicos, o uso de agentes de excitação nas bases ou bocas dos vasos, e até mesmo o uso proposital de dois ou mais pigmentos, visando colorir com um ou mais tons o mesmo vaso. Outra diferença visível é com relação ao processo de pintura é a textura final.

A pintura esmaltada usada em outros países, elaborada em banho ou a mão, produz um trabalho final de coloração uniforme e superficial, com baixa viscosidade e densidade no esmalte, diferente do resultado obtido a partir da pintura resinada dos Vasos Vietnamitas.

Por todos esses fatores, é que as fábricas garantem que a exposição dos Vasos Vietnamitas a qualquer condição de temperatura e clima, não alterará em nada sua cor ou resistência, tornando-os muito procurados tanto para decoração de ambientes internos como externos.

Deixe seu Comentário